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27 de Junho 2018 Plano Safra da Agricultura Familiar 2018/2019 foi lançado nesta terça-feira

O Plano Safra 2018/2019 da Agricultura Familiar foi lançado nesta terça-feira (26/06) e as taxas de juros que eram de 2,5% a 5,5% no ano anterior, ficaram de 2,5% a 4,6% ao ano neste novo ano agrícola. “A linha 2,5% de juros permanece, seja de custeio ou investimento, mas no nosso entendimento deveria se reduzir, até porque a Selic também reduziu, e a linha 5,5% que reduziu para 4,6% também achamos que deveria reduzir mais, para 3,5 ou 4%, se comparado ao agronegócio que teria muito mais condições do que nós agricultores familiares”, comenta o diretor de Fomento a Negócios da Cresol Central SC/RS, Braulio Zatti. “Temos um balizador que é a Selic e nós já tivemos a Selic em 14%, pagando entre 2,5% e 5,5%, agora temos uma Selic de 6,5%”, destaca.
    O enquadramento de renda mudou no novo Plano Safra. Antes poderiam financiar pelo Pronaf, famílias que tivessem renda bruta nos últimos 12 meses até R$ 360 mil. Agora aumentou para R$ 415 mil. Já o limite para financiar no Pronaf Custeio manteve-se em R$ 250 mil por mutuário. A taxa de juros também manteve-se em 2,5% ao ano para operações destinadas ao cultivo de feijão, arroz, trigo, mandioca, batata-doce, tomate, cebola, alho, laranja, banana, abacaxi, entre outros. Da mesma forma para operações que visem o cultivo em sistemas de produção de base agroecológica ou em transição para sistemas de base agroecológica e para o custeio pecuário destinado à apicultura, bovinocultura de leite, piscicultura, ovinos e caprinos. A mesma taxa de juros é aplicada para operações destinadas a plantio de milho até o valor de R$ 20 mil. A partir desse valor a taxa fica em 4,6 % ao ano, um pouco menor do que no ano anterior que era de 5,5%. O mesmo ocorreu para as operações destinadas a aquisição de animais destinados a recria e engorda que no novo ano agrícola será de 4,6%.
    Já para o Pronaf Investimento foi mantido o limite de até R$ 330 mil para atividades de suinocultura, avicultura, aquicultura, carcinicultura e fruticultura e até R$ 165 mil para os demais empreendimentos e finalidades. A taxa de juros se manteve em 2,5% ao ano nos casos de investimento em adoção de práticas conservacionistas de uso, manejo e proteção dos recursos naturais; formação e recuperação de pastagens, capineiras e demais espécies forrageiras, produção e conservação de forragem, silagem e feno destinados a alimentação animal; construção de silos, ampliação e construção de armazéns destinados à guarda de grãos, frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças e fibras; aquisição de tanques de resfriamento de leite e ordenhadeiras; entre outros.
    Novidade: agricultores poderão financiar motocicletas
    A taxa de juros do Pronaf Investimento para aquisição de caminhonete de carga destinada à atividade rural reduziu também de 5,5% para 4,6% ao ano. A novidade é a inclusão da possibilidade de financiar pelo Pronaf motocicleta destinada à atividade rural, com taxa também de 4,6% ao ano.
    O diretor Zatti destaca que outra conquista importante foi o aumento do valor para aquisição dos equipamentos usados. A aquisição de colheitadeiras usadas que tinha limite de R$ 100 mil passou para R$ 165 mil. Já para outros itens a exemplo do trator, de R$ 50 mil aumentou para limite de R$ 80 mil, o que para o diretor é um aumento significativo e importante.
    Para ele outro ponto positivo é a liberalização de parcelas referentes a fertilizantes,  sementes, entre outros, comprovadamente adquiridos até 180 dias antes da formalização do crédito destinado à lavoura financiada. “Acho que uma coisa boa, que foi uma bandeira nossa da Cresol, da Confederação, pois o nosso agricultor tem o costume de comprar os insumos antes de financiar, até porque ele compra num preço menor, e até então era 180 dias com uma vontade do Banco Central de tirar esse prazo. A nota só teria valor numa ocorrência de Proagro depois que ele fosse na Cooperativa financiar. Então batalhamos muito e saímos vencedores dessa batalha, permaneceu em 180 dias, uma conquista importante, aonde o agricultor poderá fazer a compra do insumo em abril, maio, junho e depois vai ter até mais 180 dias para financiar a sua lavoura”, explica Zatti.
    Além disso, foi confirmado o recurso de R$ 900 milhões para as Centrais da Cresol Confederação, via BNDES, mais R$ 100 milhões de equalização de recursos próprios. “Mereceríamos mais por aquilo que nós representamos hoje a nível de Brasil, na proposta de produção de alimentos é a agricultura familiar que produz, pelos dados, mais de 70% da produção que vai na mesa do consumidor. Então acho que o governo deveria ter olhado um pouco melhor. No entanto, perante a conjuntura que está o nosso país, a situação da economia, enfim, o governo do jeito que está, dá para se dizer que ficamos contentes”, encerra Zatti.
    A Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead) anunciou o aumento de recursos para R$ 31 bilhões, a partir de primeiro de julho. Conforme informações da Assessoria de Comunicação da Sead, no sentido de fortalecer as ações e políticas públicas da secretaria, cinco Acordos de Cooperação Técnica (ACT) foram assinados durante o evento. Parcerias que possibilitarão a ampliação em 30% na compra de alimentos da agricultura familiar pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae); a comercialização de produtos da agricultura familiar nos 86 mil empreendimentos ligados à Associação Brasileira de Supermercados (Abras); o aporte de recursos para promoção do desenvolvimento sustentável e a inclusão produtiva de povos e comunidades tradicionais, pescadores artesanais e aquicultores; além de ações de estímulo ao turismo rural e a produção artesanal.  

 


 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Cresol Central SC/RS

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