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08 de Março 2019 Cresol Central realiza atividades para Dia Internacional da Mulher

Observando as redes sociais nos últimos tempos percebemos “descrições” do que é ser feminista: mulher que não se depila, mulher feia, mulher que não usa desodorante, não usa maquiagem, mal-humorada, mal-amada, aquelas que tiram a roupa no meio da rua, enfim, a lista é grande. Essas “informações” além de serem preconceituosas e de não respeitarem o estilo de vida de cada pessoa, são estereótipos do que seja uma mulher feminista e menospreza a luta pela igualdade e as conquistas que foram alcançadas graças ao empenho de muitas dessas mulheres tão atacadas e criticadas.
Diante da necessidade de entender o feminismo e defender a igualdade, a democracia, bem como de lutar contra o machismo, o patriarcado, a discriminação e o preconceito com as mulheres, a Cresol Central SC/RS, através das áreas de Comunicação e Marketing e Recursos Humanos (RH) desenvolveu várias ações em referência ao Dia Internacional da Mulher. Entre as ações foi realizada neste dia 08 de março a entrega do livro “Sejamos todos feministas”, de Chimamanda Ngozi Adichie, para todas as funcionárias e funcionários da Central.
O livro discute justamente o que é ser feminista, demonstrando que a igualdade diz respeito a todos, homens e mulheres, pois será libertadora para todos, ou seja, meninas poderão assumir sua identidade, ignorando a expectativa alheia, mas também os meninos poderão crescer livres, sem ter que se enquadrar em estereótipos de masculinidade. Chimamanda comenta que quando lhe chamaram de feminista ela nem sabia o que significava e foi procurar no dicionário. A partir daí definiu: quero ser feminista, ou seja, uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos.
Segundo o diretor administrativo da Cresol Central SC/RS, Elias de Souza, é necessário olhar um pouco no espelho quanto Sistema Cresol Central. “Não olhar para a fora, mas dentro do Sistema. Quantas mulheres estão na linha da frente? A mulher tem que sempre provar que é capaz, mas é só olhar as nossas cooperativas administradas por mulheres que estão muito bem, estão ‘voando’. Então vamos primeiro olhar para dentro. No quadro funcional as mulheres são maioria no Sistema Cresol, mas quando chega no quadro administrativo são minoria. Então por que para ser comandada a mulher é maioria e quando é para administrar ela tem que ser minoria? Precisamos fazer essa reflexão”, salienta o diretor.  Dados de 2017 apontam que no Sistema Cresol Central havia naquele ano 551 mulheres funcionárias e 278 homens, mas quando se olha para o quadro de diretores são 68 homens e 11 mulheres. Não se tem dados analisados referentes a 2018, mas a realidade é praticamente a mesma.
Elias de Souza argumenta que é preciso mexer nas feridas que estão encrostadas na sociedade. “Às vezes a mulher tem competência para exercer cargos administrativos, mas não assume porque sofre machismo. Seja da sociedade ou de casa. Deixar a realidade da família, viver mais na estrada, para a mulher isso não é fácil, não adianta dizer que é. Porque ela é cobrada e criticada pela sociedade ou pela família”, acrescenta. Isso ocorre também na política, em que mulheres são minorias a ocupar cargos. “Somos governados por homens, brancos e da elite.  E olha como estamos”, sinaliza o diretor.
Além da entrega de livros, a Cresol Central SC/RS em parceria com o Sesi disponibilizou outras atividades com as funcionárias nos dias 07 e 08 de março. Além disso, rolou uma campanha no Facebook em que homens e mulheres poderiam mandar uma foto com uma frase de apoio à luta pela igualdade e pelo respeito.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Cresol Central SC/RS

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