Ouvidoria 0800-642-4800

10 de Setembro 2019 Cresol Encostas da Serra Geral e parceiros realizam projeto com comunidade quilombola na Bahia

Em 1856 o jovem escravizado Everso Ferreira Dourado se refugiou na região onde fica a comunidade de Vargem do Sal, a 70 quilômetros da cidade de Caetité, na Bahia. No ano seguinte, a escravizada Ana Vitória chegou também à região, fugindo de senhores de engenho. Everso e Ana Vitória se casaram e constituíram a primeira família da comunidade quilombola de Vargem do Sal.  A comunidade foi crescendo e se tornando refúgio aos escravizados que precisavam de abrigo e terra para produzir, a exemplo do casal Joaquim Bispo da Silva e Adilina. Os descendentes desses africanos escravizados no passado atualmente vivem na comunidade que conta com aproximadamente 280 moradores, cuja fonte de renda principal é a agricultura e o artesanato com palha de coqueiro.
    No início do ano, a diretora da Cresol Encostas da Serra Geral, Fabiana Cesario, conheceu a comunidade e salienta que isso mudou a sua vida. “Todos do Sul deviam conhecer aquela comunidade. Sofrem bastante com a seca, é longe de tudo, mas mesmo assim lutam para sobreviver”, ressalta. A partir disso, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caetité, Cootraf e Coomadac, a Cresol desenvolveu um projeto de geração de renda, envolvendo o artesanato com palha de coqueiro. A arte de manusear a palha é passada de geração para geração.
    Inicialmente a comunidade confeccionou mil chapéus que foram distribuídos no estande da Cresol na II Feira da Agricultura Familiar, fazendo assim o lançamento do projeto. “Nesse ato a Cresol, Cootraf, Sindicato e Coomadac mostraram que através da união das entidades, do trabalho sério e dedicação, podemos transformar muitas vidas”, comenta a diretora, salientando que o objetivo agora é continuar fazendo ações para esse projeto que já deu certo.
Os produtos confeccionados são todos feitos com a palha do coqueiro, sendo que a extração da mesma é realizada com manejo sustentável. A produção é totalmente manual e artesanal, a forma de trançar os chapéus, esteiras, bolsas e muitos outros produtos passam de uma geração para a outra, mantendo a cultura e a identidade da comunidade da Vargem do Sal.
    A comunidade foi certificada pela Fundação Cultural Palmares como quilombola em 06 de julho de 2010.  Comunidades quilombolas são grupos com trajetória histórica própria, com relação entre identidade e território que é a base da reprodução física, social, econômica e cultural da coletividade. As origens dessas comunidades podem ser diversas, desde a formação através de grupos de escravizados fugidos ou por negros que receberam áreas de terras como doação ou através da compra, após a liberdade. Mas todas elas têm em sua história a resistência.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Cresol Central SC/RS

Receba novidades por e-mail